1º Definir os objetivos e o público-alvo
Antes de tomar decisões mais “práticas”, é fundamental entender por que razão o evento vai acontecer. Pretende-se apresentar os resultados do ano? Lançar um produto? Integrar novos colaboradores? Reforçar a cultura interna da empresa? Cada objetivo necessita de um formato, espaço e até um estilo de comunicação diferente.
Após a definição dos objetivos é necessário identificar quem é o público-alvo, isto é, a quem o evento se dirige: colaboradores, parceiros, clientes, media ou potenciais clientes. Quanto melhor a marca conhecer que público quer “atingir”, mais fácil será tomar decisões coerentes durante todo o processo, de forma a garantir que se cumprem os objetivos.
2º Definir o orçamento e criar um cronograma
O orçamento é um ponto essencial, pois é este que vai determinar a escala do evento, o tipo de fornecedores, o espaço e os recursos técnicos que se podem obter.
Algo que é recomendado fazer seria reservar 10 a 15% do valor total do orçamento para possíveis imprevistos. Isto pode evitar alguma preocupação de última hora que surja ao longo do planeamento e do próprio evento.
Ao mesmo tempo, é importante criar um cronograma com as datas mais importantes, e não apenas tarefas soltas, de modo a ter um evento o mais organizado possível. Assim, o cronograma poderá incluir:
- Confirmação do espaço;
- Ensaios técnicos;
- Montagem.
3º Escolher o local e data do evento e planear a logística
Com os objetivos e o orçamento já definidos, chega o momento de escolher onde e como tudo irá acontecer.
Em termos de local, deve-se pensar sempre em termos de conforto e acessibilidade. É necessário tentar procurar um sítio com capacidade adequada, acessos simples, boas condições técnicas e flexibilidade logística.
Para além disso, também se deve considerar a data do evento. É essencial verificar feriados, eventos concorrentes que possam estar a decorrer e a disponibilidade do público.
De seguida, pode-se então avançar para o planeamento da logística:
- necessidades técnicas (som, luz, vídeo, staging);
- transporte e montagem de equipamento;
- licenças e autorizações;
- acessos para fornecedores;
- gestão de entradas.
4º Criar o conceito e design do evento
O design do evento é essencial para transmitir os objetivos definidos no passo 1 de forma ideal. Aqui entram elementos como:
- identidade visual;
- cenografia;
- ambiente da sala;
- dinâmica do palco;
- storytelling.
De forma a construir um evento consistente e que passe a imagem pretendida, pode-se trabalhar com moodboards ou referências visuais, para ter sempre elementos ilustrativos como guias.
É importante ter sempre em mente que o design vai além do “bonito”. É algo funcional que ajuda a guiar o público, criar ritmo e reforçar a mensagem da marca.
5º Estratégia de comunicação e divulgação
Todos os passos mencionados até agora podem ajudar na criação de um evento incrível. No entanto, se ninguém souber que ele existe, o esforço tido não compensa. Assim, é essencial a divulgação do evento ser pensada de acordo com o público. Algumas sugestões são:
- Para eventos internos: email, cartazes físicos, vídeos curtos.
- Para clientes e parceiros: landing pages, newsletters, convites personalizados.
- Para eventos abertos: redes sociais, anúncios pagos, parcerias e influenciadores.
Tendo isto em mente, é preciso considerar ainda que comunicar não implica apenas divulgar a data, envolve também criar expectativas, reforçar a presença e ainda manter o público motivado a participar.
6º Criar um plano de contingência
Mesmo com a mais detalhada planificação, nenhum evento está livre de imprevistos, sejam falhas técnicas, atrasos de fornecedores ou mudanças de última hora. Assim, com um plano de contingência pode-se prever:
- equipamentos alternativos;
- fornecedores como backup;
- canais de comunicação internos;
Ter um plano de contingência transmite profissionalismo e reduz riscos, garantindo que o evento decorre de forma tranquila e fluída, mesmo com surpresas.
7º Monitorização do evento
Apesar de toda a planificação, é importante estar atento no dia do evento. Aqui, cada detalhe conta. É essencial que exista uma equipa responsável por:
- ensaiar apresentações;
- validar luz e som;
- coordenar fornecedores;
- gerir entradas e receção;
- acompanhar horários e tempos de palco;
- manter uma comunicação interna constante.
Fazer um planeamento com responsáveis por cada área permite resolver qualquer situação em pouco tempo e manter o evento fluído.
8º Follow-up e recolha de feedback
O apagar das luzes não significa que o evento acabou. O follow-up é uma etapa fundamental para:
- agradecer a presença;
- partilhar fotografias e vídeos;
- enviar materiais adicionais;
- recolher feedback;
- medir resultados.
Esta etapa permite perceber o que funcionou, o que pode ser melhorado e garante ainda que a relação com os participantes continua após o evento.
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Um espaço pode dizer muito sobre uma marca. No entanto, não é o espaço em si que vai criar impacto, mas sim as escolhas criativas por detrás do mesmo. Até mesmo ambientes simples e “básicos”, como uma sala vazia, um corner numa feira ou um stand pequeno, podem ser transformados em algo memorável, quando são pensados de forma estratégica para envolver o consumidor, surpreender e comunicar a essência da marca. Aqui, mencionamos algumas formas práticas de tornar qualquer espaço numa experiência marcante.
Ao organizar um evento podem surgir imensas questões. No entanto, uma das primeiras que surge é: devemos organizar internamente ou recorrer a uma agência externa? Ambas estas opções têm vantagens e desafios, sendo que a escolha correta depende do tipo de evento, dos objetivos e ainda dos recursos disponíveis.
Durante este artigo, vamos analisar as duas hipóteses para ajudar as marcas a tomar a decisão certa.